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BT VSAT Factory: Com lições da linha de montagem, BT conecta em tempo recorde até as mais remotas localidades

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Resumo

Desenvolvido pela BT Brasil, o VSAT Factory permite instalar redes satelitais dentro dos orçamentos e prazos do cliente

Estabelecer milhares de conexões satelitais em uma área de milhões de metros quadrados para dois grandes clientes em projetos que se desenvolviam ao mesmo tempo representava um grande desafio para Bruno Esteves e para toda a equipe da BT Brasil.

A solução foi inspirada em Henry Ford, o criador da linha de montagem.

Hoje, com a ajuda da VSAT Factory, esses dois clientes da BT – a Caixa Econômica. Federal e os Correios – contam com sites conectados mesmo nas localidades mais distantes. E clientes da BT em outros países latino-americanos em breve se beneficiarão também dos ganhos de tempo e de custos que essa solução proporciona.

Desafio

Em meados de 2011 a equipe da BT Brasil tinha dois projetos de implementação de rede em desenvolvimento. Ambos envolviam a implementação de milhares de conexões satelitais em cidades e localidades remotas. O primeiro desses projetos, para a Caixa Econômica Federal, maior banco estatal da América Latina, estava em seu estágio final e conectava 11 mil casas lotéricas, além de cinco mil correspondentes bancários, aos datacenters da CAIXA em Brasília.

O segundo, em fase de planejamento, era um projeto para a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, de valor superior a 345 milhões de reais – um dos maiores contratos da BT na América Latina. O objetivo era conectar escritórios corporativos regionais e locais dos Correios em todo o Brasil, totalizando mais de sete mil sites, dos quais 6.750 ligados à rede por conexões via satélite e 325 por via terrestre.

Solução

Para implementar esses projetos com agilidade, flexibilidade e custo competitivo, a BT criou uma nova abordagem. Tendo como base o conceito de linha de montagem de Henry Ford, foi criada a VSAT Factory, – um novo modelo que tornou possível instalar rapidamente conexões VSAT (Very Small Aperture Terminal) nas mais longínquas localidades, algumas tão isoladas que só se podia chegar a elas de jangada.

A partir do mapeamento de fatores convergentes entre os dois projetos, a equipe da BT Brasil iniciou a criação de uma estrutura capaz de responder com eficiência e rapidez ao desafio de instalar, em tempo recorde, milhares de conexões satelitais, não somente para esses dois clientes, mas também para outros projetos complexos de rede a serem implementados no futuro: é isso, em essência, o que define o VSAT Factory e sua abordagem, baseada na linha de montagem.

Esse conceito pressupõe a segmentação em uma série de microprocessos. O primeiro deles é a entrada dos dados iniciais do pedido, especificando o tipo de produto, o cliente e os locais de instalação. Software customizado na própria BT é utilizado para organizar a instalação de conexões atendendo a picos de demanda. Ricardo Brissac, diretor técnico da BT para a América Latina e principal responsável pela concepção da VSAT Factory e pela denominação que ela tomou, explica: “trabalhamos exatamente como em uma linha de montagem, em que um mesmo modelo de carro pode ter cores diferentes e variações de acabamento interno.”

Supervisionando o projeto, produção e gerenciamento logístico da “fábrica” está um time de profissionais, reunidos no Cento de Operações da BT em Hortolândia, no estado de São Paulo. Um gerente de infraestrutura e dois supervisores de NOC (Network Operations Centre) se revezam para coordenar todas as atividades e recursos da VSAT Factory, cuja equipe trabalha das 8 da manhã às 10 da noite se necessário, algumas vezes com a presença também de representantes de fabricantes de equipamentos e de empresas terceirizadas de serviço.

O conceito utilizado na VSAT Factory permite ajustar o trabalho em função da demanda. Para assegurar flexibilidade, a BT conta com parceiros para a instalação física dos pontos de conexão no campo. Uma vez que são equipes profissionais e que os microprocessos da VSAT Factory são claramente definidos e padronizados, bastam poucos dias para um eventual treinamento adicional.

Valor

Os resultados da VSAT Factory se provaram excelentes. Bruno Esteves, responsável pelo gerenciamento de programas e projetos na América Latina, conta: “atingimos uma marca inédita na BT no que toca a atender à demanda de um cliente com a implementação, a partir do zero, de mais de seis mil sites em quatro meses, muitos deles em locais dos mais remotos do Brasil.”

A preparação prévia ao trabalho de campo é essencial. Falando especificamente sobre o caso dos Correios, Bruno Esteves ressalta que “todos os processos foram implantados com bastante responsabilidade, com mapeamento do cenário, dos riscos e análise dos pontos fortes e pontos fracos. O engajamento de diversos setores foi fundamental para o sucesso.”

Esse trabalho foi essencial no sentido de vencer os desafios de logística dos projetos da CAIXA e dos Correios. A produção e envio de 12 mil kits de equipamentos para CAIXA e Correios nos mais variados pontos do país exigiu a colaboração dos times regionais dos clientes, assim como um considerável esforço e capacidade de organização por parte dos coordenadores de instalação da BT – um planejamento complexo, envolvendo cronograma com os locais, datas de instalação e roteirização das equipes de campo responsáveis.

De acordo com Thiago Leite, responsável pelos serviços de implementação na América Latina, “em localidades no interior do Pará e Amazonas, a entrega demorava entre 30 e 40 dias. Para viabilizar a chegada em locais remotos foi necessário alugar barcos ou aviões. Alguns equipamentos foram levados de carona em jangadas! Coordenar o roteiro das equipes de campo levando em conta as expectativas do cliente foi outro grande desafio enfrentado pelos coordenadores de instalação.”

A qualidade da cadeia de suprimentos é outro ponto importante em projetos dessa envergadura. No caso de antenas VSAT, por exemplo, existe apenas um fabricante no Brasil – cuja produção não era suficiente para atender à demanda da BT. Este fornecedor, após negociações, abriu uma linha de produção especial para fazer frente ao pedido, entregando 500 antenas por semana.

O benefício mais rapidamente mensurável da VSAT Factory é o melhor desempenho e a consequente redução de custos. O volume de instalações de sites que normalmente girava em torno de 100 a 200 por mês, depois da VSAT Factory chegou a atingir médias de 150 por dia. E o potencial para um volume ainda maior de instalações é praticamente ilimitado, pois basta prover os recursos necessários para a repetição de um processo já definido e maduro.

Com o VSAT Factory há também ganhos em lucratividade da empresa, pois entrega mais rápida significa faturamento também mais rápido. Além disso, a qualidade do serviço, garantido por processos padronizados e consistentes, contribuiu para o cumprimento de SLAs (Service Level Agreements).

“Diante do sucesso obtido na instalação de conexões satelitais, os conceitos da VSAT Factory poderão ser aproveitados para maior eficiência de outros serviços da BT”, conclui Ricardo Brissac.

Hoje, este serviço já está incorporado à rotina da BT Brasil, e Ricardo Brissac estuda a possibilidade de levar essa ideia a outros países latino-americanos, estreitando a colaboração entre as equipes da BT na região e prestando a seus clientes serviços ainda melhores.

A cobertura VSAT da BT no Brasil

A rede VSAT (Very Small Aperture Terminal) permite operar virtualmente com conexão via satélite de qualquer lugar – localidades remotas e grandes centros urbanos –, livre da instabilidade e altos custos das redes terrestres, e oferecendo alto grau de segurança e confiabilidade. Pode, ainda, ser utilizada como backup de conexões terrestres, como um sistema de roteamento alternativo para assegurar o acesso a aplicações críticas. Com capacidade para atender a seus clientes em todo o Brasil, a BT conta no momento com cerca de 27 mil estações satelitais com tecnologia VSAT, com previsão para instalar em breve mais seis mil estações.

Apoiando a economia do país e suas pequenas comunidades

A CAIXA e os Correios são duas instituições tradicionais no Brasil. Ambas estatais, elas desempenham um importante papel em economia de pequenas comunidades e contam com uma excelente reputação. Os Correios, por exemplo, foram reconhecidos como a melhor empresa de sua categoria na América Latina, colocando-se em 9º lugar entre os provedores dos melhores serviços postais das 20 maiores economias do mundo em uma pesquisa do World Economic Forum.

Além dos serviços bancários, a Caixa presta à população uma série de serviços, que incluem desde o pagamento de benefícios sociais até investimentos em infraestrutura urbana. Administra o sistema de loterias no país, fazendo das casas lotéricas um ponto de prestação de serviços financeiros básicos à população: cerca de um terço das transações efetuadas nas lotéricas são relativos a esses serviços, e não a jogos.

Os Correios estão presentes nos 5.565 municípios brasileiros e possuem uma enorme estrutura logística capaz de prestar não somente serviços postais, mas serviços financeiros, através do Banco Postal – uma parceria que mantém com o Banco do Brasil, contando com mais de 300 mil correntistas. Oferece às pequenas e médias empresas serviços que permitem exportar seus produtos de qualquer cidade brasileira para qualquer parte do mundo. Além disso, distribui em todo o país medicamentos e livros escolares.

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