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A Internet das Coisas transforma o setor de seguros

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12 Maio 2017

Andy Rowland

Posts by authors: Andy Rowland, Head of Customer Innovation: Energy, Resources and Automotive, BT.

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A Internet das Coisas (IoT – Internet of Things) pode ser encarada como uma grande oportunidade ou uma grande ameaça para o setor de seguros.

Dispor de dados sobre seu cliente em tempo real permitirá às seguradoras ajustar com maior precisão o preço do seguro ao nível de risco – o que irá complementar, ou até substituir, os modelos atuariais em vigor. Por exemplo, nem sempre estamos certos quanto às distâncias que dirigimos ao preencher o formulário de uma seguradora; mas dados de telemetria fornecem informações exatas quanto a quilômetros percorridos e padrões de uso, o que pode levar a redução de prêmios – pois muitas vezes, com base na média de seus clientes, as seguradoras presumem que rodamos mais do que declaramos.

A IoT também permite o ingresso de novas empresas no mercado. A Ford já está considerando o VMaaS (gerenciamento de veículos como um serviço), englobando todo o ciclo de vida de um veículo: aquisição, finanças, seguros, manutenção, upgrades, fim de vida útil. Da mesma forma, empresas que oferecem seguros para residências cada vez mais deverão se basear em produtos IoT para monitorar possíveis riscos. E wearables (como Fitbit) poderão ser usados para fixar os preços de seguros de saúde e até de viagem, simplesmente por mostrar os possíveis riscos que você corre em seu estilo de vida! Os dados tornam-se commodities, e as empresas que possuam informações sobre pessoas como você poderão – por que não? – ingressar no mercado de seguros.

O ponto de partida – seguros de veículos

Uma das áreas mais atraentes para o uso de IoT é seguro de veículos, devido ao custo de cobertura (que varia muito dependendo de uma série de fatores) e ao valor elevado das indenizações. Com o uso do IoT, ganham os motoristas e seguradoras. Testes iniciais mostraram uma expressiva redução no número de acidentes, visto que as pessoas passaram a dirigir mais cuidadosamente ao serem monitoradas: em todas as faixas etárias, os acidentes diminuíram, em média, 20%; e, entre os motoristas jovens, caíram em 38%. A questão crucial é obter a permissão dos clientes para serem monitorados/avaliados e em função disso pagar seus prêmios à seguradora.

Seguro baseado em uso?

Apesar do potencial para melhorar a segurança, a maioria dos jovens motoristas não gostaria de esperar dois anos para sair de um “limbo” em que seriam monitorados pela seguradora ao começarem a dirigir em troca de um seguro acessível. Mas se o dispositivo instalado em seu carro também ajudasse no sentido de antecipar possíveis falhas, assegurando que você não tivesse mais problemas com a bateria do automóvel, por exemplo? Ou que a seguradora organizasse para você os serviços de que necessita e como obtê-los mais vantajosamente, indicando, por exemplo, oficinas boas e de bom preço? E que pudesse ajudar imediatamente em casos de pneus furados ou para-brisas quebrados? É claro que isso seria ótimo.

Além disso, o preço do seguro cairia para a maioria das pessoas, pois acabariam os golpes, seriam menores as despesas da seguradora com batidas sérias, e ela poderia monetizar os nossos dados (com a nossa permissão é claro), subsidiando nossos prêmios. Seria possível ainda dispensar corretores, pois as próprias seguradoras teriam interesse em buscar os motoristas mais prudentes.

No momento, um possível mercado de seguro baseado em uso estaria bastante fragmentado. Existem muitos dispositivos diferentes para capturar dados, diferentes algoritmos de pontuação de motoristas e pouca reutilização de informações, já que as empresas trabalham em silos. Um exemplo é o que ocorre no Reino Unido, onde as seguradoras poderiam colaborar com as autoridades compartilhando os dados que colhem sobre buracos no asfalto de estradas.

Para saber mais sobre as tecnologias que estão surgindo, junte-se a nós no Innovation 2017 – nossa exposição de tecnologia e inovação que se realizará nos dias 12 e 13 de junho no nosso centro global de P&D. Teremos mais de 50 estandes, dedicados a temas como Smart World, o futuro da experiência do cliente e segurança cibernética.