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Sua empresa tem um Chief Collaboration Officer?

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22 Maio 2017

Global Services

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A sua empresa tem um Chief Collaboration Officer? Provavelmente não. Ou melhor, ainda não. Na era digital, a colaboração rápida e eficaz será imprescindível. Os funcionários apresentam melhores resultados em um ambiente produtivo, dotado de ferramentas de colaboração que permitam uso de diferentes dispositivos e tecnologias.

A comunicação mudou consideravelmente na última década. Da telefonia fixa e do fax evoluímos para o celular e para o e-mail, e daí para o chat, vídeo e mídias sociais.

“Pense em quantos canais de comunicação diferentes você usa. Não são apenas e-mail e SMS, mas também WhatsApp, Facebook, Instagram, e assim por diante. Os mais jovens dominam estas formas de comunicaçãoDominic Elliott, CTO com perfeição. Quando começarem a trabalhar, utilizarão no trabalho essas ferramentas (já fazem parte de quem eles são), independentemente das diretrizes de TIC, comunicações ou segurança. Eles vão se comunicar fora do ambiente corporativo tradicional”, observa Dominic Elliott, CTO da Cisco Systems.

O escritório na mochila

Para a nova geração, diz Nicola Millard, Head of Customer Insight and Futures, BT, “um smartphone e um tablet são suficientes: todo o escritório cabe na mochila”.

O trabalho móvel, ágil, é uma realidade hoje. Nossa pesquisa mostrou que essa flexibilidade é fundamental para a forma como os jovens encaram seu trabalho. Para a nova geração, comenta Nicola Millard, a liberdade de Dr Nicola Millard,Head of Customer Insight and Futures, BTtrabalhar onde e como melhor lhes convier ocupa o primeiro lugar entre os benefícios que desejam de uma empresa. Cada vez mais as pessoas trabalham de maneira distribuída, virtual. Assim, torna-se crucial a colaboração. “E a ênfase na colaboração é típica das organizações de alto desempenho. Mas não é mágica, não acontece por si só”, completa ela.

O usuário é quem decide

Exatamente como ocorreu no caso dos smartphones e tablets, é o usuário final que vai definir o uso de ferramentas de colaboração no ambiente corporativo. A tecnologia atua principalmente como facilitadora. E fornecedores de ferramentas de colaboração corporativa que não entenderem isso, não serão bem-sucedidos.

Para Dominic, “a experiência do usuário é determinante. Você pode ter a melhor tecnologia em sua empresa, mas se o usuário não achar fácil e conveniente trabalhar com ela, não adianta”.  A novidade hoje é que a decisão cabe ao usuário final. “A empresa pode, obviamente, dizer: use essa ferramenta porque ela é boa para você. Mas isso não é suficiente. Se o empregado não estiver convencido, vai usar outra coisa sem o conhecimento do departamento de TI. E você em sua empresa tem uma plataforma de colaboração cara – perfeitamente gerenciada, protegida e auditada – que ninguém usa.”

“A tecnologia abre possibilidades, mas não muda o comportamento das pessoas”, diz Nicola.  Portanto, a implementação de uma ferramenta de colaboração não é suficiente para transformar um grupo de funcionários em uma equipe sólida e produtiva. “E o papel da liderança também muda com times virtuais. Já não se trata de exercer controle, mas de criar motivações. A equipe deve ter um propósito, uma razão de ser”, completa. É por isso que Nicola compara o papel do gerente ao do anfitrião de uma festa: “ele organiza a festa, conhece todos os convidados e os reúne”. O gerente garante que os empregados não pensam apenas em termos de seu trabalho, individualmente, mas também no interesse da empresa.

Maior denominador comum

Infelizmente, fazer com que pessoas trabalharem juntas é mais difícil do que parece. E o uso de ferramentas digitais é um fator a mais de complexidade. “Alguns funcionários usam e-mail, outros preferem chat, e assim por diante. Antes que você perceba, já criaram pequenas ilhas que não se comunicam entre si. Como gerente, você precisa contar com todos, e assegurar que todos falem com todos, utilizando as várias tecnologias”.

Acima de tudo, deve haver um canal de comunicação com o qual todos se sintam confortáveis. O vídeo é uma ferramenta muito imersiva, mas os introvertidos raramente são fãs dele. O telefone muitas vezes ainda é o denominador comum. Pode não ser uma novidade, nem muito “sexy”, mas é uma alternativa confortável para todos. O e-mail certamente não é a melhor opção: “uma péssima ferramenta. Quando se trata de colaboração, o e-mail deve ser usado para trocar informações, e nada mais”, afirma Nicola.

O objetivo da colaboração é trabalhar de forma mais produtiva, e assim quanto mais rapidamente pudermos tomar decisões, melhor. Num futuro próximo, espera-se que tecnologias como a robótica, a inteligência artificial e a realidade aumentada permitam novas formas de colaboração. Os meios de comunicação muitas vezes interpretam isso de forma negativa, considerando que os empregos tradicionais estão ameaçados e irão desaparecer devido às novas tecnologias.

“Eu não sou pessimista quanto a essa evolução”, diz Dominic. “Cresci numa época em que havia minas de carvão e usinas siderúrgicas no Reino Unido. A economia nos últimos trinta anos mudou de maneira drástica, impulsionada principalmente por novas tecnologias. E, apesar de a população ser muito maior do que antes, temos taxas de desemprego mais baixas do que naquela época”.

Na verdade, nem tudo pode ser substituído pela tecnologia: “as pessoas continuam melhores do que as máquinas. Eu prefiro encarar a tecnologia como a solução para as coisas que preferimos não fazer nós mesmos. Além disso, a tecnologia nos ajuda a viver mais tempo, e a levar uma vida melhor”, aponta Nicola Millard.

Um escritório no Caribe

A BT e Cisco Systems são parceiras no BT One Cloud Cisco, uma plataforma com ferramentas de colaboração integradas. “Em princípio, pode-se começar com a telefonia, adicionando depois outras funcionalidades como chat, vídeo, ou o que o cliente desejar”, diz Dominic.

Mas é preciso não esquecer que ferramentas são apenas a ponta do iceberg. A mudança real está nas novas formas de colaboração e no estilo de gestão que elas exigem. Nicola Millard observa que “a questão não é o número de horas que você passa no escritório, mas a qualidade do seu trabalho. Não faz diferença alguma você estar em casa, no escritório ou em uma praia no Caribe”.